Decisões de crédito mais rápidas, experiência do cliente amplamente aprimorada, custos 40%...
- ROBERTO ALMEIDA FILHO

- 3 de mai. de 2021
- 3 min de leitura
... mais baixos e um perfil de risco mais seguro. Veja como chegar lá.
TRANSFERÊNCIAS
Hoje, nos bancos tradicionais, o “tempo médio para decisão” para pequenos negócios e empréstimos corporativos é de três a cinco semanas. O “tempo médio para sacar” é de quase três meses. Em nossa opinião, esses tempos logo parecerão tão antiquados e inaceitáveis quanto as três semanas que uma vez levaram para cruzar o Atlântico. Os principais bancos adotaram a revolução do empréstimo digital, reduzindo o “tempo para o sim” para cinco minutos e o tempo para o caixa para menos de 24 horas.
ALGUNS BANCOS CHEGAM A APROVAR E PAGAR EM 20 MINUTOS.

Esse é o resultado profundo de uma das principais prioridades dos bancos em todo o mundo: a transformação digital das jornadas de crédito de ponta a ponta, incluindo a experiência do cliente e os processos de crédito de suporte. O crédito está no centro da maioria dos relacionamentos com os clientes e digitalizá-lo oferece vantagens significativas para bancos e clientes. Para o banco, as transformações bem-sucedidas aumentam o crescimento da receita e proporcionam economias de custo significativas. Um grande banco europeu aumentou as taxas de ganhos em um terço e as margens médias em mais de 50 por cento como resultado de reduzir seu tempo para sim nos empréstimos para o setor de clientes consignados, empréstimo que nós entendemos como garantidos, de 20 dias para menos de dez minutos, ultrapassando em muito a concorrência .
Esta realidade é no mundo europeu, onde a dificuldade e o acesso a dados é infinitamente maior do que no Brasil. O INSS, já algum tempo, vem ensaiando dar resposta de averbação aos bancos Online. Mas sabemos, que para isto, um investimento significativo teria que ser feito no sistema de dados, o Dataprev, do INSS. O Dataprev é responsável por processar os benefícios sociais da nossa previdência. Ele também cuida do registro dos empréstimos, dos descontos e da liberação quando o então crédito é quitado. Para se ter uma ideia do despreparo do sistema brasileiro, ainda hoje, embora tenha tido uma melhora significativa, os bancos perdem empréstimo durante o refinanciamento e a portabilidade, quando a parcela é suspensa para vir uma nova, um empréstimo novo indevido de outro banco sem nunca existir na folha toma o lugar daquele que se prontificou em renovar o crédito do cliente já existente.
Em minha visão na área, e de acordo com cenário internacional, sugiro que um banco com um balanço de um determinado valor poderá captar de 10 a 30% de lucro anual deste faturamento com a diminuição da despesa e o aumento de contratos com a agilidade da aprovação de créditos. Nosso foco, claro, está no consignado, mas sabemos que grandes feitos já estão sendo feitos em todas as áreas. Muitos empresários, sobretudo donos de pequenas e médias empresas fazem empréstimos numa velocidade tão rápida que demora um tempo um pouco maior do que preencher o simulador do seu banco digital e pôr a sua senha. Logo o mesmo já tem o capital de forma, com força de expressão, Imediata.
Para arrefecer os ânimos e não gerar polêmicas, diante das mudanças de controle de dados, de listas de proteção a comodidade diária do cliente referente a importunação de oferta, não tardará que o processo de empréstimo em folha torne-se quase em sua totalidade por meios digitais.
Uma coisa é certa. O futuro está a chegar. Espaço há para todos. Mas quem desconhece o mundo digital e seus "milagres", com um tempo imensurável, se verá no deserto dos contratos, jogado as moscas como diz o ditado, ou quem sabe romper uma história de anos em um setor para lastimar o recomeço em outro do qual nada ou quase nada tem conhecimento.
Por Roberto Almeida
Previsões de um mundo que há de chegar, alias, já chegou, falta "eles" enxergarem!




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